Versos Vermelhos
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Um tempo depois...
Depois de um tempo eu comecei a pensar em você novamente
Assim como quem pensa em vinho e rock
Pensei em um outro amor com a sua cara
Com a sua estupidez e com o teu perfume
Me lembrei que o melhor lugar do mundo é debaixo de você
E que você ficava muito bem entre meio as minhas pernas
Ah! Depois de um tempo... Nem sei quanto tempo faz!
Eu pensei, se houvesse um outro amor com a sua boca
Com teu hálito menta e alcoólico
E que tivesse a mesma urgência de sexo
Pele, suor, cabelos, chuveiro e lençóis brancos, limpos e secos pra dormir
Depois de um tempo... é tão doce pensar em você que me enjoa
Nada era doce entre nós!
Meu dislumbre era o ácido que escorria de você pra mim
E das uvas verdes que eu plantei só pra ti
E depois de um tempo eu descobri que a casca do limão amarga
E que a tua maneira de me amar sem muitos cuidados
E com pouco amor
Foi o melhor que eu podia ter de ti
Depois de um tempo... Eu tenho pensado em te ligar de madrugada pra te dizer que não acabou. E que preciso do seu "pouco amor".
By Silene Neves
sábado, 31 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
Primaveras passadas...
Recordo-me com estranha alegria das nossas antigas primaveras
E após o longo e escaldante verão
Lateja a lembrança do inverno que uma vez surgiu doce entre nós
Nessa noite fresca e sem nome...
É impossível não ver as luzes vermelhas dos faróis dos carros [agora] enquanto volto pra casa
Mas ainda são as tardes o que mais me incomoda
As árvores parecem aguardar por tua chegada
Não se sustentam com os ventos de outono
Querem a brisa que os teus cílios causam
E eu quero a roupa que os teus braços me vestem
Mas... Tudo ainda é tão frágil... Recente...
E a saudade é uma palavra inaceitável
Teu cheiro está por dentro das folhas que caem
E eu bebo vinho...
Debaixo dos mesmos velhos lençóis que guardam os nossos suores
E os nossos gemidos
Enquanto conservo as mãos estendidas sobre todas as coisas que você deixou
By Silene Neves
sábado, 3 de março de 2012
Vontade de ser...Senão pra sempre. Ao menos agora!
Outra vez eu queria ser
Mais uma vez estrutura
Essencial
Vertical
Vertical
Como a água [que] mata a sede
Como o pão [que] mata a fome
Mais outra vez... Só mais essa vez!
Eu quis ser a fome que te devorava
Ser a sede que te matava...
Ser o inferno e o céu em que você pisava
Outra vez...
Antes que você fosse... Eu queria ser
Tudo que te faz [ser] e te sustenta
By Silene Neves
Mais outra vez... Só mais essa vez!
Eu quis ser a fome que te devorava
Ser a sede que te matava...
Ser o inferno e o céu em que você pisava
Outra vez...
Antes que você fosse... Eu queria ser
Tudo que te faz [ser] e te sustenta
By Silene Neves
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Tempo de ajustar...
Tenho feito pausas
Para que minhas razões descansem
Minha fúria pede calma
Meu inferno implora paz
by Silene Neves
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Fim de tarde... Domingo [em] Vermelho
Aprecio as emoções incontidas... urgentes
Que vazam pelas veias
E chegam até a pele
Tingindo os olhos e a boca
Aprecio as emoções que nascem sem nome
Nascem cruas...
Nasce nuas...
Nascem virgens ...
Alteram a cor dos dias
Misturam as horas
Nasce nuas...
Nascem virgens ...
Alteram a cor dos dias
Misturam as horas
E sem explicação
Exigem resposta
by Silene Neves
by Silene Neves
domingo, 29 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Hilda Hilst
Que te retém e não te desespera.
Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel
Não saber se... se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra.
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