Meu "Sentir" tem cor e cheiro. Bebo vinho... Meus versos vivem...Tenho ilusões que respiram... E minhas linhas são veias! Derramo sensações e devaneios. Me ajusto e me asseguro no exagero.Vivo de tudo que é Vermelho!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Impossibilidade




E se...
Teus olhos não vêem os meus
E...
Minha boca não engole a tua
E por isso...
Suas mãos não afagam meus cabelos
Então...
Morrem os meus desejos
Órfãos do seu medo
E se...
Não trocamos suores
Nem nossos corpos se devoram
Nascem os meus anseios
Fruto do meu apego
E se...
Você não vem
Eu também não posso ir
Ao encontro de ti

3 comentários:

Livinha disse...

Os sis...
as ditas questões, a condição que nos mantem na troca...

Lindo teu poema Silene, com um encerramento fantástico.

Bravo!

Bjs

Livinha

Junior Rios disse...

Quanto sentimento depositado e não realizado!Lindo poema, Sil...Li e reli, adorei mesmo!

Bjo

Eric Felipe disse...

Não tenho nem como descrever a sensação que tive ao ler seu texto, amada Sil.
Ele surge assim, num momento tão complicado e frágil do meu sentimentalismo, e se confunde com todas as minhas frustrações, que acontecem pela falta de entrega recíproca.
Adorei, principalmente a parte "Nascem os meus anseios/Fruto do meu apego", que foi onde eu mais me identifiquei.
Parabéns, nobilíssima amiga!
Grande beijo.

P.S.: Sobre o meu texto.. ele não passa de uma tentativa de expressar a minha realidade, que é composta por toda a confusão sobre a decisão de escolher algo pra acreditar, para fazer e de amar ou não alguém. Sobre a minha vulnerabilidade e toda a contradição que me assombra frente ao amor e a amar. E a distância, não só física.